Ô pacato cidadão

Vamos ser sinceros vá, não faz diferença alguma a nossa opinião às vezes, não que elas sejam sempre construtivas..Por exemplo: eu não curto perfume doce. Tem horas que a gente se expressa tanto que chega a pensar: "a quem eu estou enganando?", que papo é esse de sempre querer falar sobre tudo? Se todo mundo nesse mundo fosse interessante não existiria Mulher Melancia (a propósito, deveriam abrir uma campanha para criar o Homem Jaca, ou o Homem Quiabo, por assim caracterizado, seria tão mais divertido para as nossas tardes ao invés de ficar entediadas olhando pra TV cheia de velhas passando receitas agre-doce poderíamos estar vendo um dos clipes strippers ou um belo barbudo falando sobre "como dar prazer às mulheres" ..ops! Isso já tem). A verdade mesmo é que as pessoas deixam de conhecer as outras por tentarem aparecer demais..Gente o que é que é aquilo de gritar no meio de conversa? Ou então, em casos terminais, beber um gole de vinho e sair ziguezagueando por aí se fazendo de vítima…Ahw! Vá procurar sua mãe!

E já que falam tanto de Orkut…Eu ainda vejo aquela galerinha pagando de mongol :"Oiii, partixipa da minha komunidadih?" Aí você abre a janela e tá lá né: "Fulana é a mais linda", "Capa de comunidade(óóóó, quantos dias você passou enchendo o saco do seu msn inteiro pedindo pra votar?)"…Qual é? Devia existir também aqueles super-sinceros ou como dizem os metidos "mal amados" ou como dizem os emos "invejosos" que fazem comunidades assim: "Beltrana, você é um fracasso". Mas é claro que isso não pode tecnicamente existir pois do jeito que brasileiro adora ouvir uma verdade a primeira pessoa pra quem iria chorar era para a recepcionista da delegacia: "Meu Deeeus essa pessoa é uó *põe a mãozinha na cabeça* estou pas-sa-da! Me sinto escandalosamente difamada, ui!".  O pior é quando nos obrigamos a acreditar que nossos amigos nos acham o máximo, mas é claro que isso fica na ilusão, sinceridade ás vezes falta…Já pensou seu melhor amigo no toillete com você chega e fala: "Porra, teu pau é pequeno ein cara!…Mas não esquenta não, nós amigos estamos aqui pra isso…" (mesmo sendo totalmente estranho dois amigos num mictório olhando pro pau do outro querendo ainda por cima dar apoio, todo mundo sabe que quanto menor pro outro, maior pra gente xD). Olha que vou te contar…falta sinceridade.

É como vislumbrar o blog de uma menina de 14 anos falando de política e das suas unhas ao mesmo tempo…E ainda querer que ela saiba fazer as contas de quanto gasta com porcarias de estética ao ano! (sem contar naquelas chuchu's de cinco anos que desejam passar o aniversário num salão de beleza…Vá se foder! Eu com DEZ anos ainda tocava a campainha do vizinho e saía correndo!).

Realmente, quando eu páro pra pensar, eu chego à conclusão de que a humanidade anda um porre. E pra não pensarem que eu contradigo tudo o que falo, enquanto vocês lêem esse post estou coçando minhas pulgas e assistindo ao amigável encontro Olímpico. Isso soa nojento e não-digno de comentário ok? Em menos de 3 dias eu apago isso. Adios!




A arte de esnobar II & a mania de poder.

Por determinado tempo no blog houve um post falando sobre a arte de esnobar. Pessoas que acham que existem para serem levadas como paradigma para as outras.

Há algo indestrutível dentro do ser humano, que se chama arrogância e orgulho. A arrogância acompanha toda a parte esnobe, e quem diria que o orgulho leva à loucura? É mania de poder, gente "cheia de querer", essas cenas bem comuns em Super Nanny, onde o neném começa a gritar quando não consegue o que quer, no caso, o mimo.

E não é de se espantar que até quando crescem essas crianças vêm acompanhada daquela mesquinhez que os pais lhe atribuíam sem perceber, é como se fosse uma herança carregada por toda a eternidade. Não vou "hipocretizar" a história dizendo que não fui mimada, sou filha única e também já fiz (e as vezes faço, assumindo) manha. Porém quando o assunto chega a decidir o futuro de determinado indivíduo a história complica, e é aí que se estragam as grandes torres familiares carregadas de afeição.

São qualidades do ser humano que fazem com que ele sinta orgulho de si próprio e de seus semelhantes. Parece que quando essa vaidade não é levada em conta, a vida leva ao fracasso e à má realização de todas as metas traçadas durante a juventude. E Freud já explicava complexos e transtornos de personalidade como se conhecesse todos por experiência própria.

E o que seria feito quando fracassamos por causa de decisões alheias? É duvidoso quando uma pessoa tenta se apoderar da vontade de outras. Ou seja, venha a mim o meu reino, seja feita a minha vontade, até que a morte os separe, amém.

Fica impossível enxergar, agora, as qualidades de alguém que não teve opinião e vontade própria para conquistar seus patrimônios e construções sociais.

Nós espectadores de cenas assim, comuns, simplesmente assistimos, como um público quando não pode vaiar o time adversário. O réu senta, anda, come, bebe e dorme sob controle remoto sendo assistido a cada passo.

O mais engraçado é quando fica difícil de assumir que o que mais dá prazer à certas pessoas é poder botar os outros aos seus pés. Mas é de praxe: quanto mais na merda mexe, mais a merda fede. E como sempre as relíquias ficam pelo resto da vida guardadas em seus quartos(vulgo prisão).

Analogias: por mim.